Golpe duro para o queijo: os EUA declaram guerra comercial à França (e o vinho ganha)

Por Clément LedeyAtualizado a 2 min de leitura

Coup dur pour le fromage : les USA déclarent la guerre commerciale à la France (et le vin gagne)
Dans le monde du vin, les tensions commerciales entre les États-Unis et la France font couler beaucoup d'encre. Etant passionnés de viticulture, nous suivons de près cette guerre des tarifs douaniers qui pourrait bouleverser le marché mondial du vin. Plongeons ensemble dans les enjeux de ce conflit où le nectar de Bacchus semble sortir gagnant face au fromage.  Les enjeux de la guerre commerciale franco-américaine  L'élection de Donald Trump à la présidence des États-Unis en 2024 a relancé les tensions commerciales avec l'Union européenne. La France, en particulier, s'est retrouvée dans le collimateur de l'administration américaine suite à l'augmentation de sa taxe sur les services numériques. Cette taxe, passant de 3% à 5%, vise principalement les géants technologiques américains.  Face à cette mesure perçue comme hostile, une réaction américaine semble inévitable. D'un autre côté, contrairement aux attentes, le vin français pourrait être épargné par ces représailles. Ben Aneff, à la tête de l'US Wine Trade Alliance, se montre optimiste quant à l'avenir des importations vinicoles :  "Ne supposez pas que des tarifs sur le vin sont inévitables. Nous avons l'histoire la plus convaincante à raconter parmi toutes les options [de tarifs potentiels]. La dernière fois que nous l'avons racontée, nous avons gagné." Le vin, un commerce équitable entre l'Europe et les États-Unis  Nous, sommeliers et amateurs de vins du monde entier, savons que le marché du vin est un exemple de commerce équitable entre l'Europe et les États-Unis. Contrairement à d'autres secteurs agricoles, il n'existe pas de barrières commerciales significatives pour les vins.  Cette particularité pourrait jouer en faveur du vin dans les négociations à venir. Robert Lighthizer, potentiel futur représentant au commerce des États-Unis, est connu pour sa vision du fair trade plutôt que du free trade. Le vin, incarnant déjà cet idéal, pourrait donc être préservé des tensions commerciales.  Voici un tableau récapitulatif des importations de vins français aux États-Unis :  Type de vin	Pourcentage des ventes Vin pétillant	36% Vin rosé	34% Vin rouge	15.6% Vin blanc	12% L'impact économique des tarifs sur le vin  L'US Wine Trade Alliance avance un argument de poids : pour chaque dollar envoyé à l'UE pour du vin, les entreprises américaines génèrent 4,52 dollars de revenus. Ce système à trois niveaux (importateurs, distributeurs, restaurateurs) profite largement à l'économie américaine.  Andrew Fortgang, propriétaire de restaurants en Oregon, souligne l'importance du vin dans la rentabilité des établissements gastronomiques. Il met en garde contre les conséquences potentielles des tarifs :  Fermeture de certains restaurants Changement des habitudes de consommation Perte de l'identité culturelle liée aux accords mets-vins  Comme baroudeurs des vignobles, nous savons que chaque terroir est unique. Un Sancerre ne peut être remplacé par un Sauvignon Blanc chilien, malgré les qualités de ce dernier. C'est cette spécificité qui fait la force du vin dans ce conflit commercial.  Vers une résolution du conflit ?  La situation reste incertaine pour les importateurs et les amateurs de vins français. Kate Laughlin, PDG de Martine's Wines, exprime cette incertitude : "Nous allons certainement revoir notre plan d'achat pour l'année à venir. La plus grande difficulté pour nous est l'incertitude que cela crée."  Néanmoins, l'industrie du vin bénéficie d'un soutien important au sein du Congrès américain. Les restaurants, lieux de célébration et de convivialité, jouent un rôle crucial dans la vie des élus comme dans celle de tous les Américains.  En fin de compte, cette guerre des tarifs pourrait paradoxalement renforcer la position du vin sur l'échiquier commercial international. En tant qu'ambassadeurs du vin, nous restons confiants dans la capacité de ce nectar millénaire à transcender les frontières et les conflits économiques.

No mundo do vinho, as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a França têm feito correr muita tinta. Enquanto apaixonados pela viticultura, acompanhamos de perto esta guerra das tarifas aduaneiras que poderá abalar o mercado mundial do vinho. Mergulhemos juntos nos desafios deste conflito, em que o néctar de Baco parece sair vencedor frente ao queijo.

Os desafios da guerra comercial entre a França e os Estados Unidos

A eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos em 2024 reacendeu as tensões comerciais com a União Europeia. A França, em particular, ficou na mira da administração norte-americana depois do aumento da sua taxa sobre os serviços digitais. Esta taxa, que passa de 3% para 5%, visa sobretudo os gigantes tecnológicos norte-americanos.

Perante esta medida, vista como hostil, uma reação norte-americana parece inevitável. Por outro lado, ao contrário do que se esperava, o vinho francês poderá escapar a estas represálias. Ben Aneff, à frente da US Wine Trade Alliance, mostra-se otimista quanto ao futuro das importações de vinho:

"Não partam do princípio de que as tarifas sobre o vinho são inevitáveis. Temos a história mais convincente para contar entre todas as opções [de tarifas potenciais]. Da última vez que a contámos, ganhámos."

O vinho, um comércio equilibrado entre a Europa e os Estados Unidos

Escanções e apreciadores de vinhos de todo o mundo sabem que o mercado do vinho é um exemplo de comércio justo entre a Europa e os Estados Unidos. Ao contrário de outros setores agrícolas, não existem barreiras comerciais significativas para os vinhos.

Esta particularidade poderá jogar a favor do vinho nas negociações que se avizinham. Robert Lighthizer, potencial futuro representante comercial dos Estados Unidos, é conhecido pela sua visão do fair trade em vez do free trade. O vinho, que já encarna este ideal, poderá assim ficar a salvo das tensões comerciais.

Eis um quadro-resumo das importações de vinhos franceses nos Estados Unidos:

Tipo de vinho Percentagem das vendas
Espumante 36%
Vinho rosé 34%
Vinho tinto 15,6%
Vinho branco 12%

O impacto económico das tarifas sobre o vinho

A US Wine Trade Alliance apresenta um argumento de peso: por cada dólar enviado para a UE em vinho, as empresas norte-americanas geram 4,52 dólares de receitas. Este sistema de três níveis (importadores, distribuidores, restauradores) beneficia amplamente a economia norte-americana.

Andrew Fortgang, proprietário de restaurantes no Oregon, sublinha a importância do vinho na rentabilidade dos restaurantes gastronómicos. Alerta para as possíveis consequências das tarifas:

  • Encerramento de alguns restaurantes
  • Mudança nos hábitos de consumo
  • Perda da identidade cultural ligada à harmonização entre pratos e vinhos

Enquanto aventureiros do vinho, sabemos que cada terroir é único. Um Sancerre não pode ser substituído por um Sauvignon Blanc chileno, apesar das qualidades deste último. É esta especificidade que faz a força do vinho neste conflito comercial.

Rumo a uma resolução do conflito?

A situação continua incerta para os importadores e os apreciadores de vinhos franceses. Kate Laughlin, CEO da Martine's Wines, exprime essa incerteza: "Vamos certamente rever o nosso plano de compras para o próximo ano. A maior dificuldade para nós é a incerteza que isto cria."

Ainda assim, a indústria do vinho conta com um apoio importante no Congresso norte-americano. Os restaurantes, lugares de celebração e de convívio, desempenham um papel crucial na vida dos eleitos, tal como na de todos os norte-americanos.

Afinal, esta guerra das tarifas poderá, paradoxalmente, reforçar a posição do vinho no tabuleiro do comércio internacional. Enquanto embaixadores do vinho, continuamos confiantes na capacidade deste néctar milenar de transcender fronteiras e conflitos económicos.

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