Poucas palavras, muito vinho
Groot Constantia, situada a poucos quilómetros da Cidade do Cabo, é a propriedade vitícola mais antiga da África do Sul. Em 2021 celebrou o seu 336.º aniversário! As vinhas são conduzidas em espaldeira vertical e os trabalhos na vinha, como a poda, a gestão do coberto vegetal e a vindima, são feitos à mão. A luta contra as pragas é biológica, e a saúde do solo e o controlo das ervas daninhas são geridos de forma natural. As uvas são colhidas à mão e prensadas em cachos inteiros. O vinho passa por um estágio complexo de 12 meses em barricas de carvalho francês de 500 litros, das quais 25 % novas, 25 % de 2.º enchimento, 25 % de 3.º enchimento e 15 % de 4.º enchimento. Os restantes 10 % estagiam em tonéis de 2700 litros e depois tudo é lotado. Na boca, sentem-se aromas pronunciados de amoras, cassis, ameixa preta, pimenta branca, violeta, coentros, tabaco, alcaçuz, cacau e cravinho. O tempo passado no copo revela os sabores complexos deste vinho. Graças ao uso subtil do carvalho, os sabores intensos são complementados por uma estrutura tânica fina e elegante. A acidez fresca promete um belo potencial de guarda e o final de boca prolonga-se nas especiarias.
Syrah du Monde® reúne 24 países, o que faz dele um dos melhores eventos mundiais dedicados aos vinhos de Syrah. Ao longo de dois dias, 100 jurados internacionais especializados provam 350 vinhos de Syrah, para atribuir um total de 30 medalhas de ouro. O Syrah 2016 da Groot Constantia ganhou uma medalha de ouro muito cobiçada na 12.ª edição anual do concurso internacional Syrah du Monde®, que decorreu recentemente na aldeia de Ampuis, no norte do Vale do Ródano. Já tinha ganho anteriormente uma medalha de ouro com as colheitas de 2009, 2011 e 2015.
Para onde viajamos?
A pequena história do país
África do Sul

As primeiras vinhas foram plantadas na África do Sul por colonos holandeses na década de 1650, embora a produção de vinho só tenha realmente começado a ganhar força com a chegada dos protestantes franceses, na década de 1680, com as suas competências e conhecimentos de viticultura. Stellenbosch é também uma região vitícola histórica, onde as primeiras vinhas foram plantadas na década de 1690. Hoje, a África do Sul é um dos mais importantes países produtores de vinho do hemisfério sul. Com mais de 300 anos de história vitícola, é muitas vezes descrita como uma ponte entre o Velho e o Novo Mundo. A maioria dos vinhos é produzida segundo as técnicas de vinificação do Novo Mundo, mas, em termos de estilo, têm muitas vezes mais em comum com os seus congéneres do Velho Mundo. Desde o fim do apartheid, o vinho sul-africano tem beneficiado de atenção internacional e tem sido aclamado pela sua grande variedade de estilos. A indústria vinícola sul-africana distribui-se pela paisagem exuberante e acidentada do Cabo Ocidental. Aqui, a abundância de montanhas, vales e planaltos permite aos viticultores produzir uma grande variedade de estilos. Encontram-se também vinhas na região de Orange River, no Cabo Setentrional, onde a paisagem plana e árida é dominada pelo deserto do Kalahari. A maioria das regiões vitícolas da África do Sul tem um clima mediterrânico, fortemente influenciado pelo encontro dos oceanos Atlântico e Índico. A casta emblemática do país é a Pinotage, um cruzamento autóctone de Pinot Noir e Cinsaut que raramente se encontra em quantidade noutros países produtores de vinho. A Shiraz (Syrah) está também amplamente plantada, tal como a Cabernet Sauvignon e a Merlot (muitas vezes reunidas num lote de estilo bordalês). A Chardonnay, a Chenin e a Sauvignon Blanc sul-africanas tornaram-se populares a nível internacional nos últimos anos.
