Poucas palavras, muito vinho
O produtor Thistle & Weed nasceu da colaboração entre Stéphanie Wiid e Etienne Terblanche. Stéphanie trabalha na adega, enquanto Etienne passa mais tempo nas vinhas. Juntos, partiram à descoberta das melhores joias escondidas do Cabo, com a intenção de elaborar vinhos autênticos e honestos, feitos com uma ligação profunda à natureza e que oferecem a expressão mais simples do terroir de onde provêm. Stephanie usa a mesma abordagem de vinificação de intervenção mínima para produzir vinhos puros e específicos de cada local. Os seus vinhos têm nomes afrikaans que designam diferentes cardos e ervas daninhas (Thistle & Weed) encontrados entre as vinhas cultivadas no Cabo. Etienne e Steph traçam paralelos entre os cardos e as ervas daninhas e a tenacidade sem compromissos e a capacidade de sobrevivência das vinhas velhas.
Eis o 2.º Chenin a juntar-se à família Thistle and Weed. As uvas provêm de uma pequena vinha de 0,3 ha de vinhas com 40 anos, situada no sopé de Stellenbosch. A cuvée Brandnetel (urtiga em afrikaans) deve o seu nome a esta erva daninha tenaz, mas sinal de proteção no folclore e de vitalidade para os solos. A vinha foi plantada em 1980 e constitui uma biblioteca viva de porta-enxertos históricos, com mais de 33 porta-enxertos diferentes nesta antiga parcela experimental. As uvas foram vindimadas à mão, prensadas delicadamente em cachos inteiros e fermentadas naturalmente. Apenas o mosto-flor foi fermentado em barricas de carvalho francês de 3.º uso. O vinho envelhece depois durante 9 meses em carvalho francês velho antes de ser engarrafado sem colagem nem filtração. Este vinho revela notas de marmelo, de pêssego branco, de laranja sanguínea, de pera, de alperce, de maçã, de flor de acácia e de conchas de ostra. A boca é texturada e gulosa, com notas de madeira subtis, uma acidez refrescante e um final mineral.
Para onde viajamos?
A pequena história do país
África do Sul

As primeiras vinhas foram plantadas na África do Sul por colonos holandeses na década de 1650, embora a produção de vinho só tenha realmente começado a ganhar força com a chegada dos protestantes franceses, na década de 1680, com as suas competências e conhecimentos de viticultura. Stellenbosch é também uma região vitícola histórica, onde as primeiras vinhas foram plantadas na década de 1690. Hoje, a África do Sul é um dos mais importantes países produtores de vinho do hemisfério sul. Com mais de 300 anos de história vitícola, é muitas vezes descrita como uma ponte entre o Velho e o Novo Mundo. A maioria dos vinhos é produzida segundo as técnicas de vinificação do Novo Mundo, mas, em termos de estilo, têm muitas vezes mais em comum com os seus congéneres do Velho Mundo. Desde o fim do apartheid, o vinho sul-africano tem beneficiado de atenção internacional e tem sido aclamado pela sua grande variedade de estilos. A indústria vinícola sul-africana distribui-se pela paisagem exuberante e acidentada do Cabo Ocidental. Aqui, a abundância de montanhas, vales e planaltos permite aos viticultores produzir uma grande variedade de estilos. Encontram-se também vinhas na região de Orange River, no Cabo Setentrional, onde a paisagem plana e árida é dominada pelo deserto do Kalahari. A maioria das regiões vitícolas da África do Sul tem um clima mediterrânico, fortemente influenciado pelo encontro dos oceanos Atlântico e Índico. A casta emblemática do país é a Pinotage, um cruzamento autóctone de Pinot Noir e Cinsaut que raramente se encontra em quantidade noutros países produtores de vinho. A Shiraz (Syrah) está também amplamente plantada, tal como a Cabernet Sauvignon e a Merlot (muitas vezes reunidas num lote de estilo bordalês). A Chardonnay, a Chenin e a Sauvignon Blanc sul-africanas tornaram-se populares a nível internacional nos últimos anos.
