Poucas palavras, muito vinho
A cuvée Porseleinberg Syrah provém da região vitícola de Swartland, na África do Sul, um terroir árido e extremo, célebre pelos seus solos de ardósia e granito e pelas suas vinhas velhas não regadas. A propriedade foi fundada em 2009 por Mark Kent, do Boekenhoutskloof, com a ideia de criar uma cuvée de Syrah única e excecional. Callie Louw, um viticultor visionário de estilo não intervencionista, conduz a vinificação respeitando ao máximo o caráter da colheita. As uvas são selecionadas e colhidas minuciosamente na vinha. Utiliza sobretudo cachos inteiros na fermentação. O vinho estagia depois em tonéis (foudres) de carvalho de 2500 litros e em alguns ovos de cimento. Esta abordagem permite um estágio que favorece a micro-oxigenação, evitando ao mesmo tempo os aromas de madeira, pois Callie não quer que o carvalho interfira com a pureza da fruta e o caráter do terroir. Este vinho revela aromas de amoras silvestres, de cereja, de framboesa, de groselha, de rosa seca, de couro, de casca de laranja, de pimenta preta, de cravinho, de tabaco e de pimenta da Jamaica. A boca é especiada, suave e de uma elegância envolvente, aliada a taninos finos e a um final cheio de energia. O Porseleinberg Syrah é muitas vezes comparado aos melhores Syrah do norte do Ródano, aliando estrutura, elegância e requinte, e impôs-se como um dos melhores Syrah do mundo. Os rótulos emblemáticos são impressos à mão por Callie numa velha prensa Heidelberg (com 170 anos), o que acrescenta um encanto artesanal ao vinho.
Para onde viajamos?
A pequena história do país
África do Sul

As primeiras vinhas foram plantadas na África do Sul por colonos holandeses na década de 1650, embora a produção de vinho só tenha realmente começado a ganhar força com a chegada dos protestantes franceses, na década de 1680, com as suas competências e conhecimentos de viticultura. Stellenbosch é também uma região vitícola histórica, onde as primeiras vinhas foram plantadas na década de 1690. Hoje, a África do Sul é um dos mais importantes países produtores de vinho do hemisfério sul. Com mais de 300 anos de história vitícola, é muitas vezes descrita como uma ponte entre o Velho e o Novo Mundo. A maioria dos vinhos é produzida segundo as técnicas de vinificação do Novo Mundo, mas, em termos de estilo, têm muitas vezes mais em comum com os seus congéneres do Velho Mundo. Desde o fim do apartheid, o vinho sul-africano tem beneficiado de atenção internacional e tem sido aclamado pela sua grande variedade de estilos. A indústria vinícola sul-africana distribui-se pela paisagem exuberante e acidentada do Cabo Ocidental. Aqui, a abundância de montanhas, vales e planaltos permite aos viticultores produzir uma grande variedade de estilos. Encontram-se também vinhas na região de Orange River, no Cabo Setentrional, onde a paisagem plana e árida é dominada pelo deserto do Kalahari. A maioria das regiões vitícolas da África do Sul tem um clima mediterrânico, fortemente influenciado pelo encontro dos oceanos Atlântico e Índico. A casta emblemática do país é a Pinotage, um cruzamento autóctone de Pinot Noir e Cinsaut que raramente se encontra em quantidade noutros países produtores de vinho. A Shiraz (Syrah) está também amplamente plantada, tal como a Cabernet Sauvignon e a Merlot (muitas vezes reunidas num lote de estilo bordalês). A Chardonnay, a Chenin e a Sauvignon Blanc sul-africanas tornaram-se populares a nível internacional nos últimos anos.
