Castas: 100 % Muscat petits grains

Álcool : 14%

Guarda : +10 anos

Um vinho para provar no final da refeição. Sirva-o ligeiramente fresco (entre 12 °C e 14 °C). Acompanhe-o com uma sobremesa de chocolate ou de frutos secos, uma bela tarte tatin ou um bolo de nozes. Combina também com queijos de pasta azul, como um bleu d'Auvergne.

As primeiras vinhas foram plantadas na África do Sul por colonos holandeses na década de 1650, embora a produção de vinho só tenha realmente começado a ganhar força com a chegada dos protestantes franceses, na década de 1680, com as suas competências e conhecimentos de viticultura. Stellenbosch é também uma região vitícola histórica, onde as primeiras vinhas foram plantadas na década de 1690.

Hoje, a África do Sul é um dos mais importantes países produtores de vinho do hemisfério sul. Com mais de 300 anos de história vitícola, é muitas vezes descrita como uma ponte entre o Velho e o Novo Mundo. A maioria dos vinhos é produzida segundo as técnicas de vinificação do Novo Mundo, mas, em termos de estilo, têm muitas vezes mais em comum com os seus congéneres do Velho Mundo. Desde o fim do apartheid, o vinho sul-africano tem beneficiado de atenção internacional e tem sido aclamado pela sua grande variedade de estilos.

A indústria vinícola sul-africana distribui-se pela paisagem exuberante e acidentada do Cabo Ocidental. Aqui, a abundância de montanhas, vales e planaltos permite aos viticultores produzir uma grande variedade de estilos. Encontram-se também vinhas na região de Orange River, no Cabo Setentrional, onde a paisagem plana e árida é dominada pelo deserto do Kalahari. A maioria das regiões vitícolas da África do Sul tem um clima mediterrânico, fortemente influenciado pelo encontro dos oceanos Atlântico e Índico.

A casta emblemática do país é a Pinotage, um cruzamento autóctone de Pinot Noir e Cinsaut que raramente se encontra em quantidade noutros países produtores de vinho. A Shiraz (Syrah) está também amplamente plantada, tal como a Cabernet Sauvignon e a Merlot (muitas vezes reunidas num lote de estilo bordalês). A Chardonnay, a Chenin e a Sauvignon Blanc sul-africanas tornaram-se populares a nível internacional nos últimos anos.

Coastal Region

A “ Coastal Region” ou região costeira é a mais importante região vitícola da zona “Western Cape” e o epicentro da indústria vitivinícola sul-africana. Esta região estende-se por 105 quilómetros de norte a sul e por 50 quilómetros de este a oeste. O oceano Atlântico forma a sua fronteira oeste e os maciços de Boland a leste. As montanhas de Hottentot Holland, a sul, protegem-na da influência do oceano, e é também atravessada por pequenas «ilhas» montanhosas (Paarl Rock, Paardeberg e Simonsberg). Esta região é influenciada simultaneamente pelos oceanos e pelas montanhas e existem numerosos microclimas. O clima é mediterrânico e a influência dos oceanos faz-se sentir de forma mais marcada perto da costa, mas o interior da região é mais quente.


A sub-região: Constantia

Constantia é uma região vitícola histórica situada nos subúrbios a sul da Cidade do Cabo, na província do Cabo Ocidental, na África do Sul. A sombra das montanhas e as brisas marítimas constantes contribuem para baixar as temperaturas médias nas encostas, o que permite às uvas aqui plantadas conservar a sua frescura e acidez. A propriedade de Constantia foi criada em 1685 pelo segundo governador do Cabo da Boa Esperança, Simon van der Stel. Após a sua morte, em 1712, foi dividida em três propriedades: Klein Constantia, Groot Constantia e Bergvliet. Nos séculos XVIII e XIX, a região era célebre pelo seu lendário vinho de sobremesa, o Vin de Constance. Hoje, Constantia é conhecida pelos seus vinhos de clima fresco de primeira qualidade, o Sauvignon Blanc e os lotes de estilo bordalês, bem como pelos seus vinhos doces de classe mundial à base de Muscat Blanc.

Vin de Constance 2021

Klein Constantia

78,00 €

Um vinho que encarna a história, a paciência e a busca absoluta da perfeição

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África do Sul

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Vin Branco

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14%

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+10 anos

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100 % Muscat petits grains

Um vinho que encarna a história, a paciência e a busca absoluta da perfeição

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Viaje através do tempo com o Klein Constantia Vin de Constance, um vinho mítico que seduziu soberanos e os espíritos mais influentes da história. De Frederico, o Grande, a Luís XVI e Maria Antonieta, de George Washington a John Adams, até Napoleão Bonaparte, que mandava entregar caixas dele durante o seu exílio, este néctar sul-africano continua a ser um emblema de requinte e de constância. Desde o século XVIII, ocupa um lugar único no património mundial dos grandes vinhos doces.

O seu nome, envolto em mistérios, é objeto de múltiplas lendas: seria uma homenagem à esposa do governador Van der Stel, ao navio Constantia ou à ideia de perseverança evocada pelo termo latino constantia? Seja como for, a sua identidade assenta numa única casta, o muscat de Frontignan. Os bagos, vindimados em diferentes níveis de maturação e depois secos naturalmente na videira, concentram os seus açúcares sob a ação do sol e do vento. Escolhidos inteiramente à mão, são depois macerados a frio durante cerca de duas semanas antes de serem delicadamente prensados. Cada lote é vinificado separadamente em barricas de 500 L, com uma fermentação lenta que se interrompe naturalmente ao fim de 6 a 12 meses, sem qualquer intervenção. 

Após a fermentação, o Vin de Constance inicia um estágio paciente de pelo menos 3 anos sobre a totalidade das borras, numa combinação de carvalho francês e húngaro e de acácia, sem trasfega nem movimento até ao lote final. Este trabalho minucioso, conduzido ao lado de provadores de renome, como escanções sul-africanos e parceiros enológicos franceses de Bordéus e de Sancerre, oferece um vinho de rara intensidade, capaz de atravessar os séculos sem perder a sua frescura. A sua garrafa icónica, inalterada desde o século XIX, é testemunho de uma herança intacta: a de um vinho que encarna a história, a paciência e a busca absoluta da perfeição. Este vinho revela notas de frutos cristalizados, dedamasco seco, decasca de laranja, de marmelo, de puré de pera, deananás assado, de rosa branca, de mel de acácia, e deespeciarias doces. Na boca, distingue-se por uma textura untuosa e envolvente, uma acidez que equilibra na perfeição a doçura e um final longo, elegante e ligeiramente salino que lembra a sua proveniência marítima. Um vinho de sobremesa de exceção, luminoso e de grande finura.

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