Poucas palavras, muito vinho
A cuvée Chardonnay Clay Shales é um vinho proveniente de uma única parcela situada na crista de Hemel-en-Aarde, que beneficia de uma posição ideal à sombra de uma montanha, em grande altitude e perto do oceano. Este vinho deve o seu nome aos solos de argila e de xisto de Bokkeveld onde as vinhas crescem. As vindimas são manuais e a fermentação decorre com leveduras indígenas, sem recurso a produtos químicos além de uma pequena quantidade de enxofre. O estágio sobre as borras dura 10 meses em barricas velhas e tonéis (foudres). Este vinho revela notas de tomilho-limão, deaveia torrada, de pêssego branco, dealperce, de marmelo, de manteiga fresca e de conchas de ostra. A boca é redonda e generosa, equilibrada por uma tensão mineral e uma acidez fina que lhe conferem frescura e elegância. Um Chardonnay sublime que está certamente entre os mais belos exemplos do Cabo.
Para onde viajamos?
A pequena história do país
África do Sul

As primeiras vinhas foram plantadas na África do Sul por colonos holandeses na década de 1650, embora a produção de vinho só tenha realmente começado a ganhar força com a chegada dos protestantes franceses, na década de 1680, com as suas competências e conhecimentos de viticultura. Stellenbosch é também uma região vitícola histórica, onde as primeiras vinhas foram plantadas na década de 1690. Hoje, a África do Sul é um dos mais importantes países produtores de vinho do hemisfério sul. Com mais de 300 anos de história vitícola, é muitas vezes descrita como uma ponte entre o Velho e o Novo Mundo. A maioria dos vinhos é produzida segundo as técnicas de vinificação do Novo Mundo, mas, em termos de estilo, têm muitas vezes mais em comum com os seus congéneres do Velho Mundo. Desde o fim do apartheid, o vinho sul-africano tem beneficiado de atenção internacional e tem sido aclamado pela sua grande variedade de estilos. A indústria vinícola sul-africana distribui-se pela paisagem exuberante e acidentada do Cabo Ocidental. Aqui, a abundância de montanhas, vales e planaltos permite aos viticultores produzir uma grande variedade de estilos. Encontram-se também vinhas na região de Orange River, no Cabo Setentrional, onde a paisagem plana e árida é dominada pelo deserto do Kalahari. A maioria das regiões vitícolas da África do Sul tem um clima mediterrânico, fortemente influenciado pelo encontro dos oceanos Atlântico e Índico. A casta emblemática do país é a Pinotage, um cruzamento autóctone de Pinot Noir e Cinsaut que raramente se encontra em quantidade noutros países produtores de vinho. A Shiraz (Syrah) está também amplamente plantada, tal como a Cabernet Sauvignon e a Merlot (muitas vezes reunidas num lote de estilo bordalês). A Chardonnay, a Chenin e a Sauvignon Blanc sul-africanas tornaram-se populares a nível internacional nos últimos anos.
